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Feiras de Negócios – 5 dicas

Categorias: Design

Numa época de mercado instável, concorrência acirrada, e desafios para crescimento, investir em feiras e eventos não é somente a saída para divulgar conceitos e expor produtos mas também cria diferenciação competitiva.

Como primeiro trabalho de consultor de marketing e vendas para o SebraeRJ, fui contratado pela entidade para uma consultoria para as marcas do grupo  OITIS 55, um coletivos dos mais talentosos jovens designers do Rio de Janeiro.

Consultoria Feira de Negócios Oitis 55

Reunindo um grupo que atua na fabricação de móveis, luminárias, utilitários, o Sebrae ainda oferece ao grupo oportunidades de participação nos mais importantes eventos de design no Brasil e no exterior, como a Paris Design Week em Paris. Fato é que o Sebrae acredita que empresas devem sim investir no preparo e na capacitação antes de embarcar nos desafios de participação de feiras.

Oitis55_ParalelGift

Neste sentido, desta vez, o Sebrae patrocinou o stand do grupo Oitis 55na 24a edição da Paralela Gift, uma das feiras mais importantes da cena do design contemporâneo da América Latina. Focada na abertura de novos negócios junto ao mercado do atacado, a consultoria foi oportunidade para discutir  estratégias para o sucesso de designers em feiras de atacado.

1. POSICIONAMENTO – conheça seus pontos de forças, fraquezas

A primeira – e muitas vezes esquecida – dica para o sucesso do investimento numa feira de negócios é passar por uma avaliação SWOT. Esta ferramenta amplamente difundida no meio do marketing é fundamental para que a marca perceba seus pontos internos de  forças, fraquezas e pontos de ameaças e fraquezas em relação ao mercado. Essa análise facilita o discurso de apresentação e posicionamento durante a feira.

2. MIX DE PRODUTOS  - conheça seu público, escolha produtos certo.

A curadoria do mix de produtos é fundamental para alinhar acertos tanto de vendas, como na divulgação institucional da marca. Um mix de produtos conceituais e comerciais funciona para expandir a atuação que se espera ter como resultado da feira. A escolha deve estar de acordo com o projeto de layout do stand.

3. VISUAL MERCHANDISING

A seleção dos produtos é fundamental para um projeto de visual merchandising interessante e que comunique clareza e atraia o público. A definição prévia do lay out do stand pode influenciar a melhor exposição de produtos, a narrativa de apresentação dos produtos, e propor idéiias de jogos de produtos a serem promovidos em conjuntos. Um VM organizado mostra profissionalismo – pensando com antecedência, pode eliminar problemas de última hora na hora de montagem do stand.

4. PLANO DE MARKETING

Elaborar uma apresentação de produtos em Ipad pode ser valioso como suporte par apresentação dos produtos. Ser organizado para registrar os contatos de compradores e visitantes será fundamental par ações de marketing pós evento. Pen drives para serem distribuídos para visitantes e compradores em potencial pode ser ótima iniciativa. Lembrando que a participação de feiras visa promover marcas em busca de visibilidade, pode ser válido pensar brindes que possam ser disponibilizados para visitantes especiais. Filmes que mostrem o processo de criação dos produtos é estratégia envolvente e conquista interesse de fãs para a marca.

5. LISTAGEM DE PREÇOS

É fundamental seguir para o evento com preços pré-definidos. Mesmo visando vendas em quantidade, é muito importante perceber a política de preços que será adotada. Uma dica é definir o preço mínimo do produto e depois deixar para o comprador adicionar o seu mark up. Uma lista digital de fácil acesso pode ser a melhor e mais profissional ferramenta. Afinal, vender é um dos objetivos das feiras.

Neste sentido é importante por fim lembrar que o sucesso de participação em feiras é um processo construído a longo prazo. Um dos pontos importantes é perceber que participações em feiras são oportunidades de auto avaliação contínua e valiosa para a formação, identidade  e percepção de valor de uma marca.

 

Postado por: Marcelo Novaes

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Design + Artesanato – o caminho do Brasil

Categorias: Cultura

Cada dia acredito mais na valorização da economia criativa como potencial para negócios de sucesso no Brasil. Apesar de dificuldades, o setor do ARTESANATO é uma das áreas da economia criativa que mais oferece caminhos para o crescimento e a geração de negócios.

Nesse sentido, o livro “ARTESANATO+DESIGN – o caminho brasileiro”  da sociológa Adélia Borges, é leitura obrigatória para profissionais, estundantes de gestores que acreditam no potencial de desenvolvimento do empreendedorismo criativo no Brasil. Além de propor uma análise histórica do design brasileiro, a autora aponta o setor do ARTESANATO como meio que enaltece a memória, a cultura , as raízes, uma verdadeira inspiração para a  geração de uma vida mais digna e sustentável.

design+artesanato

O livro conta ainda sobre o encontro entre artesão e designers tem favorecido ricas conquistas: melhorias em qualidade de produtos, novos motivos e materiais, a melhoria de vida de produtores e usuários e as condições de gestão nas comunidades em que são feitos. Várias ações tem valorizado não o assistecialismo barato, mas o desenvolvimento pela transformação social e sustentável. O sucesso de novas articulações nos negócios do artesanato ajuda a enfraquecer o preconceito que atribui conceito de inferioridade ao que é feito com a mão e de superioridade com o que é feito pelo intelecto.

O livro aponta destaques na relação entre Design e Artesanato  para um novo caminho no Brasil.

1. Pensamento criativo X Educação formal - a autora considera que o pensamento criativo e a inteligência projetual não são privilégios das pessoas com educação formal, mas sim fatores inerentes aos povos de países em desenvolvimento. Trata-se sim da convicção de que fazer com as mãos constitui um bem valioso e patrimonial, que pode e deve funcionar para o desenvolvimento mais justo para as populações desses países.

2.  De qual artesanato falamos? – objetos de artesanato são em geral  feitos coletivamente por famílias, vizinhos… como uma opção à baixa do trabalho na agricultura, estes produtos podem ser reproduzidos em série. Os objetos são projetados por premissas advindas do design, com determinada função de uso, o emprego de determinadas matérias-primas e tecnicas produtivas. As tecnicas podem ter sido transmitidas de geração a geração, por habitantes mais velhos de uma comunidade ou podem ter sido “criadas”mais recentemente por uma ou mais pessoas. Desta forma o valor da tradição e da memória imaterial funciona como grande valor agregado desta economia.

Artesãos do Jalapao - capim dourado

Comunidade reunida em volta da produção de capim dourado no Jalapão, Tocantins.

3. O histórico do isolamento – Diferente de países como Itália, Japão, e países escandinavos, onde o design erudito e industrial de desenvolveu a partir da tradição artesanal, no Brasil tivemos sempre a associação da manufatura artesanal confundida e denegrida pela cultura escravagista que dominou não só o Brasil mas grande parte de todos os países da América Latina. A noção de que fazer com as mãos era coisa de passado de atraso, subdesenvolvimento e pobreza, deturpa até hoje as engrenagens de desenvolvimento da economia criativa do artesanato. A idéia de que a revolução das máquinas iria libertar o homem da escravidão também veio muito forte para o Brasil. A influência de Le Corbusier, a criação de Brasília, os fundamentos racionalistas da ESDI – Escola Superior de Desenho Industria, foram pontos chaves para destoar por vez a importância do objeto feito pelas mãos no Brasil. Em contrapartida, a designer e arquiteta Lina Bo Bardi é uma das precursoras do pensamento primitivo brasileiro como a alternativa revolucionária da imaginação e da criatividade para construção de uma identidade cultural brasileira. Nos anos 70, houve intenções de recuperar e inventariar pela primeira vez o acervo de padrões do artesanato brasileiro, catalogando materiais, desenhos, elementos de referência como forma de trazer unidade à riqueza nacional.

4. Início da Aproximação. Nos anos 80 se inicia um movimento de designers para o interior do pais com interesse em revitalizar o artesanato. Sem alterar tecnicas, os designers propõem melhorias de gestão de produção. Em alguns casos, diversificação de produtos para aumentar o nicho de mercado, em outros na adoção de novos materiais ou resignificação de motivos locais para alavancar o valor das peças. Iniciativas de ações coletivas num determinado lugar como a Coopa Roca e o respaldo de instituições de fomento como o Sebrae fortalecem esse momento. Janete Costa, uma das mais atuantes designers e arquitetas a utilizar artesanato brasileiro em seus projetos, viajou o Brasil ajudando cooperativas a limpar e valorizar o design dos produtos. Muitas vezes Janete usava a técnica do que hoje se chama “upcycling”, deslocando um artefato de um uso para outro (um sesto para colher frutas na roça que se transformava em luminária…) Na Coopa Roca, a socióloga Maria Teresa Leal conduzia a articulação de designers, estilistas e artistas plásticos a utilizarem os produtos feitos com o refugo de tecidos de industrias têxteis em tecnicas de fuxico, crochê e bordado pelas moradoras da favela da Rocinha, em sua maioria de origem nordestina.

Coopa Roca

As luminárias-arte da Coopa Roca enriquece cenografia de desfiles de moda, decora lojas de primeira linha e responde pela economia sustentável de mulheres da comunidade da Rocinha no Rio de Janeiro.

5. Os vários Caminhos – varios caminhos são importantes para a revitalização do artesanato como negócio sustentável

- Melhora das condições técnicas – atenção aos critéiros de qualidade e ao acabamento é fundamental nas etapas de produção. Garantir o uso de tintas que não desbotam, cerâmica queimada adequadamente para maior resistência dos objetos, uso de tratamento de sementes para garantir a longevidade do design, são tecnicas passadas em oficinas de adequação tecnica. Ao mesmo tempo, a ação de consultores  e designers é importante para sugerir a quebra de valores e a ousadia experimental para a inovação do design. A perfeição do avesso dos tapetes da Coopa Roca diferenciam-se dos tapetes vendidos em beiras de estradas. No Brasil, o bordado é a prática artesanal mais difundida pelo país e oficinas de capacitação garantem a expressão artística e autoral de cada região. Adaptar produtos a novos usos também é muito importante.. adaptar tamanhos das toalhas aos novos tipos de famílias, por exemplo. O estudo do comportamento de mercado é fundamental para determinar a diversisificação de novos produtos. Num setor onde cada peça pode ser diferente, ter um cálculo mais exato entre linhas de produtos facilita determinar o uso de material e a previsão de entrega dos produtos… nesse sentido, o papel do designer é adequar produto às possibilidades do mercado.

Bordado Antonia Drumond, Pirapora, MG. Foto: Mariana Chama

 

- Uso de materiais locais – um país com tanta boidiversidade, neste quesito os designers tem mais a aprender com os artesãos locais. Alguns tem ocorrência em apenas uma região, como é o caso do capim dourado do Jalapão no Tocantins. Outros notáveis como a borracha da Amazônia, algodão colorido da Paraíba, a palha do trigo do sul do país. As sementes da Jarina também conhecida como marfim vegetal é encontrado no Amazonas, região que possi um quarto das espécies vegetais do mundo. No Nordeste o uso das fibras vegetais das palmeiras permite um uso diverso. O Brasil é o segundo maior produtor de banana no mundo. O uso da fibra da bananeira propõe a produção de papel, palmas e tecidos, muitas vezes chegando economicamente a ser superior a comercialização do valor o fruto.Em todos os casos há uma necessidade de atuação casada com os orgãos regulamentares governamentais. Outro uso cada vez mais crescente é dos mateirais reciclados. Mana Bernardes cria joias do cotidiano usando PET e resíduos industriais. Domingos Tutora capacitou o grupo de artesãos Gente de Fribra que trabalha com descarte de fibra de bananeira com papel, cola, agua e pigmentos. O grupo Design Possível trabalha design com o desastre de banners de publicidade e a Osip Mundaréu reutiliza hashis descartados por restaurantes japoneses em SP para elaborar jogos americanos sob orientação da designer Renata Mendes.

Domingos ´Tótora

Os objetos rescondicionados por Domingos Tótora – a união de tecnicas artesanais com a sofisticação do design.

- Identidade e Diversidade – numa cultura muitas vezes influenciada por códigos culturais internacionais, vários programas instigam artesãos a reconhecer em seu dia a dia elementos que poderiam ser transplantados para a forma de seus objetos. Em vez de bonecos Star Wars, que tal usar as referências de cangaceiros do sertão nordestino? No Piaui, um grupo de artesãos pesquisaram os ícones encontrados nas pinturas rupestres de cavernas no Parque Nacional da Serra da Capivara. O trabalho de pesquisa de códigos de identidade locais e do patrimônio cultural local é que vão definir as referências culturais que deveriam ser espelhadas nos produtos de artesanato. Uma fonte importante é o trabalho de registro de fotógrafos fazem um levantamento da paisagem natural e construída do local, dos hábitos e da vida dos moradores. Arqueologial arquitetura, artesanato, arte, atrativos naturais, fauna, flora, psit´øria e folclore são elementos que ajudam a traçar a identidade iconográfica de um local. Essas referências são tão fortes que não originam somente produtos mas também conclui o design gráfico da coleção dos produtos (embalagem, marca, papelaria etc). A decupagem gráfica de padrões e as tecnicas de fixação de cores usados em balaios e restos indígenas do Baniwa no Amazonas foi a forma de devolver aos índios um pouco da sua cultura já perdida de referências.

- Construção das marcas.  Logo, etiquetas, embalagens, catálogos, displays para pontos de vendas e site são pilares de comunicação do valor intangível dos objetos artesanais. Com pouco valor diferencial no quesito preço, o valor agregado é o grande ponto de vantagem e diferenciação do artesanato. A origem, a história de quem produziu, as tecnicas utilizadas,  a tradição embutida são fatores que agregam valor. Conseguir transportar o cliente para o universo intangível do artista artesão é ponto chave. A marca e produtos gráficos tem o poder de comunicar o valor de produtos manufaturados.

- Artesãos como Fornecedores. Numa época de globalização, a organização e qualificação de artesãos em volta de um gestão de produto instigam o olhar de designers em busca do inusitado, do original. É o caso da cadeira Multidão do Irmãos Fernado e Humberto Campanha  ou da mesa Mandala de Claudia Moreila Salles. Lino Villaventura também usa o artesanato como fonte de fornecedores para os vestidos com rendas cudiadas e feitas a mão. Designers estão cada vez mais se tornando clientes de comunidades organizadas de artesãos espalhados pelo país. A aguardente Ypioca há anos reveste sua garrafas com palha de carnaúba trançada por mulheres do interior do Ceará. O revestimento é o ponto de distinção do produto no ponto de vendas.

cadeira Multidão

A cadeira Multidão dos Irmãos Campana. Foto: Mariana Chama.

A autora cita ainda frentes de opções de designers em parceira com artesãos:

- melhoria de qualidade de produto

- aumento da percepção de valor pelo consumidor

- redução de matéria prima

- redução/ racionalização de mao de obra

- otimização de processos e materiais

- interlocução sobre desenho e cores

- adaptação de funções

- deslocamento de objetos de um segmento para outro mais valorizado pelo mercado

- intermediação entre consumidor e mercado

- comunicação dos atributos intangíveis dos objeots artesanais

- facilitação do acesso dos artesãos ou de sua produção à mídia

- contribuição na gestão de ações estratégicas

- explicitação da história por trás do objetos artesanais

Uma coisa é certa: a aproximação entre designer e artesão está mudando a cara do objeto artesanal brasileiro e ampliando muito seu alcance. O designer passar a ter conhecimento empírico, popular e ter aceso um mercado de trabalho em expansão. O artesão tem a possibilidade de interlocução e melhoria de processos do seu fazer. O importante nessa relação é que as ações deixadas tenham relevância para as comunidades e possam ser continuadas.

É necessário lembrar que como em qualquer relação de equilíbrio, nas relações de designers e artesãos é fundamental o respeito, a adequação às realidades locais e o dlálogo entre interlocutores. É necessário o cuidado de ver o artesanato como primitivo ou rústico e sim como sofisticado e rico em diferenças. Outra questão é a ética com que empresários e designers devem tratar artesãos profissionalizados. Pagamento justo, longe de assistencialismo barato, pressupoe uma relação profissional contínua.

Amostras de fios tingidos com a variedade de plantas da região da Amazõnia.

Amostras de fios tingidos com a variedade de plantas da região da Amazõnia. Foto: Leka Oliveira

Multiplicação dos Atores

Há uma tendência no crescimento do número de organizações governamentais em programas de requalificação do artesanato brasileiro. O SEBRAE está entre as organizações com recursos públicos que mais se destacou na capacitação de mais de 200 mil artesão em apenas 10 anos. Empenhado no estimulo ao empreendedorismo, o órgão promoveu milhares de cursos, de formação de preço, cooperativismo/associativismo, qualidade ao atendimento, tecnicas de venda, oficinas de colaboração entre desigenrs e artesãos. O MINC criou a Promoart, que com apoio do BNDES assessora a melhoria dos espaços de produção, exposição e pontos de vendas mantidos pelos artesãos, apoio à participação em feiras e exposições.

Loja Wariró em São Gabriel da Cachoeira foi montada e é gerida pelos indígenas.

Loja Wariró em São Gabriel da Cachoeira foi montada e é gerida pelos indígenas. Foto: Rogério Assis.

Outra vertente em crescimento são projetos como decorrência de uma ação mais ampla. Uma dessas é o projeto A Gente Transforma idealizado pelo designer Marcelo Rosenbaum no Capão Redondo, periferia de São Paulo. Liderando um mutirão do qual participaram alunos de arquitetura design, artes para reforma do Campo do Astro, única área de convívio da comunidade, a praça ganhou novos ares, onde vestiários deram lugar a uma biblioteca. Na mesma linha, empresários donos de hotéis e pousadas tem aberto espaço para lojas temáticas para expor o trabalho  de associações locais exporem e venderem seus produtos. Iniciativas dos mais abastados em apoiarem ações significativas e que não recorrem ao assistencialismo aponta uma nova frente de fazer uma diferença social no país.

O designer Marcelo Rosenbaum é um dos que enaltecem ações de revitalização de comunidades.

O designer Marcelo Rosenbaum é um dos que enaltecem ações de revitalização de comunidades.

Artesãos se organizam

Numa atividade informal, que agrega diferentes membros da família, o artesanato desorganizado e sem planejamento vem encontrando um formato de empreendimento organizado. Em várias localidades, incentivadas pelos órgãos de fomento, mulheres que tralhavam sozinhas hoje se unem para dar conta de encomendas de grandes empresas. No município de Carvalhos, sul de Minas, mulheres de vários municípios se reúnem em torno da produção de 125 mil cachecóis encomendados para a empresa Natura. Hoje, nos teares de quase  dois séculos, a produção é organizada, em fluxos bem construídos controlados e estabelecidos que remetem a procedimentos de uma empresa moderna. Em muitos casos de associações autossustentáveis são elas que contratam os desigenrs em busca por qualificação. Mesmo com todo crescimento, por ser um setor que move tantos setores paralelos (turismo, antropologia, cultura, negócios etc) , as vezes fica difícil uma gestão publica única.

Artesanato tem Futuro

Durante um tempo acreditou-se que a industrialização iria aniquilar o artesanato. Mas o tempo passou e vimos exatamente o oposto. Um setor que enaltece exatamente o resgate da memória, a valorização de raízes e a identidade de um povo é o que há de mais contemporâneo. O desejo do usuário por identificação, por customização daquilo que não se repete igual ao seu DNA, é exatamente isso que garante ao artesanato a sua perenidade e acima de tudo veia de sofisticação. Numa época tecnologia, povoada por objetos sedutores que tem uma vida útil cada vez mais curta, vivemos num mundo de impessoalidade e massificação. Neste cenário, os objetos artesanais surgem como um contraponto, numa experciência real. Em vez de homogêneos, os objetos artesanais garantem em si a eterna diferença, o eterno toque e o calor de quem os fez. Têm a beleza da imperfeição do feito pelas mãos, envelhecem com dignidade, além de transmitirem doses de memóriaa e histórias passadas de pais a filhos.

Folhas desidratadas. Foto: Lena Trindade

Folhas desidratadas. Foto: Lena Trindade

Numa época em que podemos e devemos adequar o fazer a novas noções de tecnologia e melhoria para a vida humana, adotar o uso de máquinas para etapas do fazer artesanal em nada desmerece o seu valor final. Pelo contrário, agrega o valor. Assim como acontece na industrialização de projetos de luxo que cada vez mais agregam o “feito a mão”por artesãos altamente especilizados, marcas como Louis Vuitton, Bentley, fazem do artesanal o traço distintivo em suas bolsas e automóveis. No mundo híbrido em que vivemos, é possível a maravilhosa conquista da reprodução de um produto reunir os aspectos industrial, artesanal e digital. Como classificar a produção da cadeira Vermelha dos Irmãos Campana? Ela é pensada no desenho no papel, processada no computador, produzida numa industria – a italiana Edra – mas feita a mão por um operário extremamente especializado – um artesão.

Tapete Broinha ganhou o prémio alemão IF 2011 em Hanover, Alemanha. As resistências contra produto feito a mão vem caindo.

Tapete Broinha ganhou o prémio alemão IF 2011 em Hanover, Alemanha. As resistências contra produto feito a mão vem caindo.

Transformação Social

A independência econômica que vem do fazer com as mãos, além de dar poder de compra de uma geladeira, uma televisão, de uma motocicleta, afeta diretamente o meio social. Em comunidades com associações de sucesso é fácil ver o sentimento de auto estima aumentar nas relações dos indivíduos entre si e com o seu local de moradia. As mulheres se vestem, se penteiam se embelezam. Os encontros nas associações viram eventos de convivência, de compartilhar experiências, de retomar o orgulho. Programas não assistencialistas deixam o grande legado de politização e de noção de cidadania. As relações com o poder público amadurece, sendo mais reivindicativos e menos “pedintes”.

A cidade grande não é mais uma saída para melhorar de vida. Ao invés de mulheres com subempregos em cidades grandes, os programas promovem pessoas que dão vazam a sua verve empreendedora, e que vivem uma vida digna nas cidades onde nasceram. Muitas mulheres se tornam exemplos de superação, viajam para o exterior, começam ser requisitadas para dar palestras e seminários em universidades mundo afora.

 

Mulheres e filhas de pescadores são incentivadas pelo projeto Tamar para resgatar tecnicas de bordados de bilro e rendas em ponto de cruz, memória cultural resgatada na região de Sergipe e Ceará.

Mulheres e filhas de pescadores são incentivadas pelo projeto Tamar para resgatar tecnicas de bordados de bilro e rendas em ponto de cruz, memória cultural resgatada na região de Sergipe e Ceará.

Dimensão Cultural

O artesanato é um dos meios mais importantes de representação de identidade de um povo. Nele, não só os materiais e tecnicas mas códigos de valor são garantidos. Lembrando que feiras de artesanato são as manifestações culturais de maior ocorrência nos municípios brasileiros (57%), é importante ressaltar que o artesanato resgata o aproveitamento de materiais locais e a reciclagem mesmo antes destes temas serem abordados, é no mínimo interessante. A produção artesanal está então ligada a noção contemporânea de sistentabilidade, no que toca os conceitos de ambientalmente responsável, economicamente inclusivo e socialmente justo, englobando ainda o quarto pilar do desenvolvimento sustentável que é a diversidade cultural.

A revitalização do objeto feito à mão.

A revitalização do objeto feito à mão.

Cabeça e mãos, coração e alma

Feito com as mãos, o objeto artesanal conserva, real ou metaforicamente, as impressões digitais de quem os fez. Essas impressões não são a assinatura do artista, não são um nome, nem uma marca. São antes um sinal: a cicatriz quase apagada que comemora a fraternidade original dos homens.” Octavio Paz.

Se levarmos em conta a união dos conceitos de que designer é aquele que entra com o cérebro e o artesão como o artista que entra com a destreza e a habilidade, temos uma união de forças que transcende pré-conceitos e enaltece o potencial do ser humano para realização e a experiência do melhor que temos em nós.

Você pode comprar o livro Artesanato + Design – o caminho brasileiro de Odélia Borges em todas as boas livrarias.

Boa leitura!

 

 

 

 

 

Postado por: Marcelo Novaes

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SGC – Sistema de Gestão de Credenciados SEBRAE

Categorias: Consumo

Dizem que 2016 será um ano difícil… Eu tenho uma visão mais otimista… prefiro acreditar que 2016 será um ano para colher os resultados do que foi plantado em 2015, um ano de muito esforço e novas conquistas daqueles que usaram a ousadia para se diferenciar.

O SGC ou Sistema de Gestão de Credenciados do SEBRAE  é uma iniciatvia do Sebrae de reunir os melhores profissionais de vários setores num cadastro que irá prestar assessoria e apoio para pequenas e médias empresas.

Através da empresa LifeAndStyle Consultoria e Treinamento LTDA,  começo o ano celebrando a aprovação da certificação como consultor e instrutor no SGC nas áreas de

Marketing e Vendas (sub áreas: Eventos de promoção de Negócios, Identidade de Varejo, Marketing de Varejo, Marketing Estratégico, Vendas),

Inovação ( sub área : Design)

Desenvolvimento Setorial (Cultura).

Se por um lado a iniciativa do SEBRAE é reunir um corpo dos melhores profissionais do mercado para desenvolver o empreendedorismo de pequenas e médias empresas, por outro lado, empresas e profissionais tem uma oportunidade de aumentar seu escopo de trabalho através da chancela que o SEBRAE e o próprio processo do edital do SGC promove. A contratação de consultores é realizada mediante processo seletivo. O edital prevê o credenciamento de pessoas jurídicas e, excepcionalmente, profissionais autônomos, para integrar o Cadastro de Prestadores de Serviços de Instrutoria e Consultoria do Sebrae Nacional, que poderão ser chamadas para prestar serviços quando houver demanda.

SGC

Conheça mais do SEBRAE e as oportunidades de empregabilidade e incentivo ao empreendedorismo do SGC –  Sistema de Gestão de Credenciamento.

 

CONHECENDO O SEBRAE

Depois de 25 anos atuando nas áreas de marketing e vendas numa empresa de referência como a H. Stern, meu relacionamento com o SEBRAE começou em 2014, quando fui convidado pela Embaixada do Brasil em Paris para guiar uma comitiva do Sebrae e da Secretaria do Desenvolvimento do Rio de Janeiro na visita às feiras Maison& Objet  e Bijhorca  durante a Paris Design Week.

De volta ao Brasil, tive a oportunidade de conhecer o Sebrae,  empresa que dedica-se desde os anos 70 a incentivar e apoiar o crescimento e desenvolvimento do pequeno e médio empresário. Uma entidade privada, com grande articulação com setores públicos e influência para o desenvolvimento do empreendedorismo e dos negócios. No Sebrae, conheci pessoas e projetos muito parecidos com a minha veia empreendedora e visão profissional.

Animado com as frentes da instituição, em fevereiro 2015 participei do EMPRETEC, um curso elaborado pela ONU e lisenciado pelo Sebrae no Brasil. O curso que dura uma semana é um divisor de águas. Nele indivíduos com alma empreendedora aprendem desde conceitos de empreendedorismo até a abertura de uma empresa do início ao fim, aplicando os conhecimentos aprendidos em sala de aula.

Em Abril 2015, fundei a LifeAndStyle Consultoria e Treinamento Ltda, empresa através da qual ofereço cursos, treinamentos e consultoria nas áreas de marketing de luxo, retail design, planejamento e gestão de lojas conceito com foco em experiênciaa de varejo que transcendem a simples compra e venda. Focam experiências únicas e memoráveis.

 

EDTIAL  do SISTEMA DE GESTÃO DE CREDENCIADOS

O edital do Sistema de Gestão de Credenciados é o meio para a certificação de empresas aptas a contarem com a chancela de qualidade do Sebrae. Através de documentação específicas, atestados de capacidade de experiência profissional, provas escritas e apresentação de cases para uma banca de examinadores, empresas e profissionais podem se candidatar a fazer parte do sistema de credenciados.

O SEBRAE/RJ gerencia o cadastro de credenciados através do Sistema Integrado do SEBRAE Nacional. Este sistema permite maior agilidade no processo de credenciamento e contratação para prestação de serviços das empresas e seus profissionais no SEBRAE/RJ e também nos estados que estão interligados ao sistema e vem buscando a excelência no atendimento aos seus clientes externos e internos em que se refere aos seus serviços e soluções. Para tanto, a padronização de procedimentos precisa ser contínua, visando a otimizar e agilizar os processos do sistema.

Todo o processo do edital é auditado e conduzido por uma empresa terceirizada que conduz as provas, analisa a documentação e apresenta os resultados dos aprovados ao final de 5 meses. Muitos requisitos básicos garantem a clareza, a ética e a lisura do processo, tanto para o Sebrae quanto para o candidato.

 

QUEM PODE SE INSCREVER no EDITAL DO SGC do SEBRAE

- poderão ser credenciadas, para prestar serviços ao Sebrae Nacional, pessoas jurídicas, legalmente constituídas no País, operando nos termos da legislação vigente, cuja finalidade permita a realização de serviços de instrutoria e/ou consultoria e, excepcionalmente para determinadas áreas de conhecimento, onde não houver disponibilidade de pessoas jurídicas no mercado, profissionais autônomos

- a inscrição pode ser feita por qualquer brasileiro ligado a uma micro ou pequena empresa dos ramos de consultoria e instrutoria.

-  Não é aceita inscrição de pessoa física nem de candidatos com víncuos empregatícios.

- é necessário apresentação de Atetados de Capacidade Técnica, comprovando experiência anterior nas áreas de inscrição.

- é necessário o preenchimento de um formulário online.

- o candidato terá de se submeter a provas descritivas para cada área em que se candidatar.

 

ETAPAS DO PROCESSO DE CREDENCIAMENTO

O processo de credenciamento ocorre de acordo com as seguintes etapas eliminatórias:

1a etapa: Inscrição:

- Preenchimento completo e correto do cadastro eletrônico

- Envio de toda documentação por meio físico

2a etapa: Habilitação:

- Análise documental da pessoa jurídica

- Análise documental do profissional indicado

3a etapa: Certificação da Capacidade Técnica:

- Avaliação de conhecimentos técnicos

- Avaliação de habilidades

 

VANTAGENS DO SGC – Sistema de Gestão de Credenciados do SEBRAE

O cadastrado do SGC poderá ser acionado para atuar em demandas de empresas que chegam ao SEBRAE em busca de qualificação e consultoria. O SEBRAE atua como ponte entre as empresas e os cadastrados capacitados para atender demandas específicas. Outra frente importante de contratação são os próprios projetos do SEBRAE que podem demandar atuação de consultores e instrutores credenciados. Nesse processo, você atua ligado à empresa na qual está vinculado. Sem vínculo exclusivo ao Sebrae, a empresa e funcionário cadastrado podem prestar serviços para clientes prospetados fora da rede do SGC.

Com ramificação em ampla rede de negócios desde agronegócios, marketing, tecnologia, gastronomia, o candidato pode se inscrever em até 3 áreas de atuação. A empresa  LifeAndStyle está inscrito e apto a oferecer assessoria nas áreas marketing e vendas, desenvolvimento setorial e inovação. A fim de manter a equipe afinada com a qualificação dos cadastrados, o SEBRAE promove repasses de metogolia regulares. Ao mesmo tempo que os repasses garantem a  qualificação, os cadastratados ficam aptos a serem requisitados para atuações em todo o territoíro nacional, quando necessário.

O SGC é uma oportunidade única de aumentar os negócios e as chances de consolidação profissional. Em janeiro 2016, abre um novo edital do SGC e aproveite para conhecer mais detalhes sobre o Sistema de Gestão de Credenciados no link do SEBRAE.

E assim 2016 se inicia com um horizonte de possibilidades que só poderia existir graças à crença e no investimento nas ações de 2015… não é milagre, é apenas o caminho natural da lei do retorno, da compensação para quem acredita, luta e corre atrás…

Feliz 2016 !

Postado por: Marcelo Novaes
@marcelolifeandstyle