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A convergência evolutiva de ideias gera conexões inteligentes

Categorias: Cultura

 É muito bacana  contar com textos de autores de talento colaboradorando no LifeAndStyle. Este, escrito por Erika Brandão, fala por mim. Ele reflete a crença no compartilhamento colaborativo do conhecimento que prego no blog, em minhas palestras e workshops que promovo nas ações da empresa LifeAndStyle.

 

O texto a seguir aborda a transição entre os módulos de economia capitalista para o modelo colaborativo onde todos ganham. Sem dúvidas vivemos um momento desafiador, que alterna sensações de pânico e êxtase, de esperança, de um mundo mais liberto e justo, de infinitas possibilidades. Publicado originalmente no meio&mensagem, o texto da Erika Brandão  enriquece e reforça a crença do  LifeAndStyle, empresa que acredita e compartilha novas ideias em artigos, consultorias, palestras e workshops estimulando as conexões inteligentes na área de marketing de luxo.

 

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como a indústria não consegue mais inovar sozinha, tem de se integrar na lógica do progresso compartilhado pra se aprimorar, se inspirar e aprender novas formas de pensar

 
“A indústria não sabe mais como se comportar nesse mundo novo. Não está sabendo olhar pra frente. Não está sabendo inovar.” Recentemente ouvi essa declaração de uma editora. E ela tem toda a razão.

 

A Natura, considerada uma das empresas mais inovadoras do nosso país, em um projeto de co-criação, pede ajuda a clientes e colaboradores que queiram se envolver mais com a marca e ajudá-la a se aprimorar. O Itaú, a Coca-Cola e a Unilever estão chamando mentores de outras empresas e startups pra se inspirar e aprender novas formas de pensar.

 

Está acontecendo um fenômeno estranho e ao mesmo tempo muito interessante: o papel está se invertendo. A indústria não consegue mais inovar sozinha, dentro de seu ecossistema verticalizado. Algumas empresas não estão conseguindo nem mesmo sobreviver. Estão estáticas, como que em pânico. E pra inovar, e portanto se encaixar nesse mundo novo, onde todos pensamos em prol de um bem maior, do todo, as corporações começam a criar conexões inteligentes e se integrar na lógica do progresso compartilhado.  

 

Quando as organizações, seus líderes e colaboradores compreendem que, com a troca de idéias e ideais, têm a oportunidade de avançar rapidamente nos processos e construir produtos e serviços muito mais relevantes e em sintonia com o que o mercado espera, a sociedade sai ganhando.  

 

Afinal, nesse nosso mundo cada vez mais interligado, onde as consequências de um problema ou de uma solução deixam de atingir apenas um número determinado de pessoas pra repercutir em todos, sem distinção, sentimos na pele a necessidade de compartilhar experiências e transformá-las em algo palpável e efetivo pra todo mundo.  

 

Antes não se pensava no aquecimento global, no descarte do lixo ou no uso inteligente da água como se pensa hoje. Antes, isso era um problema distante. Hoje, esses dilemas são cada vez mais próximos e reais.  

 

E não estou falando apenas de preocupações das empresas. Se até pouco tempo atrás éramos quase que “obrigados” a assistir o que as redes abertas transmitiam no horário nobre, e por isso todo mundo falava sobre a mesma novela ou sobre a mesma gafe que o Sílvio Santos cometeu, agora podemos baixar uma mini-série inglesa que algum amigo recomendou ou assistir àquele documentário sobre formigas africanas no Netflix. Até podemos estar por fora da separação do fulano com a cicrana, que tudo bem! Porque percebemos que a diversidade de ideias favorece o debate, aumenta nossa capacidade de desenvolver conexões mais ricas, intensifica a troca de experiências.  

 

Finalmente estamos vivendo um fenômeno de convergência evolutiva de ideias. Na geração de nossos pais e avós talvez não fosse possível (ou talvez eles achassem que não pudessem) protagonizar a melhora da nossa sociedade. Hoje, sabemos que somos nós que vamos determinar o futuro do planeta, pra um bem maior. O seu problema é meu problema também. A sua solução também serve pra mim. Devemos buscar o melhor pro coletivo, sabemos que a ajuda deve seguir um fluxo contínuo. Um precisa e o outro tem. Simples.   Os muros que separavam os processos criativos caíram. A tecnologia nos obrigou a repensar nosso dia a dia. Assim, o que antes era vertical, hoje está horizontal e pulverizado. Se antes tínhamos apenas alguns canais de comunicação, hoje eles são diversos e bastante distintos entre eles, e temos a mesma voz que as empresas, especialmente online. As possibilidades aumentaram. As coisas mudaram.   Acredito que essa transformação toda ajuda na diversidade de ideias e experiências. O mundo está caminhando pra ser mais altruísta, mais colaborativo. E quem rapidamente perceber isso, sairá na frente na luta por uma sociedade mais correta, mais humana, mais coletiva, mais sustentável e inteligente.    

 

Erika Brandão é sócio-diretora da  link content empresa que dedica-se `a curadoria de conteúdo e desenvolvimento de projetos personalizados na área de compartilhamento do conhecimento focada em palestras, shows, consultorias, workshops programs de rádio, tv ou internet, livros, artigos opinativos, web design, direção de arte, mesas de discussão sobre temas contemporâneos, shows e apresentações artísticas e o que mais a imaginação permitir.

 

 

Postado por: Marcelo Novaes