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Exposição Design & Utopia dos Jogos Olímpicos no CRAB

Categorias: Design

Exposição Design & Utopia dos Jogos apresenta projetos gráficos que marcaram a história do maior evento esportivo do mundo

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Mais de 250 peças, entre elas reproduções gráficas de pôsteres, medalhas, selos, fotografias, mascotes, souvenires e pictogramas criados especialmente para os Jogos Olímpicos estarão expostos entre 09 de agosto e 08 de outubro no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro.

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Tóquio 64, México 68, Munique 72, Los Angeles 84 e Barcelona 92 são as cinco edições dos Jogos retratadas por meio de projetos gráficos que se tornaram ícones do design internacional

Ao receber uma edição dos Jogos Olímpicos, a cidade sede opta por se colocar diante dos holofotes do mundo: a estimativa é de que mais de 3 bilhões de pessoas acompanhem globalmente o megaevento esportivo.

Como apresentar-se ao mundo? Mostrar atributos, reforçar e evidenciar identidades? Como se comunicar com os quatro cantos do planeta sem perder as referências locais, aquilo que cada lugar tem de único e exclusivo? E mais: como o design pode refletir o momento histórico e cultural por meio de traços, cores e signos?

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Desafio que os designers aceitaram ao criar a identidade visual dos Jogos, fazendo com que cada cidade imprimisse sua marca e se firmasse no imaginário de bilhões de pessoas de diferentes culturas, idiomas, histórias e interesses.

A exposição Design & Utopia dos Jogos, uma realização do estúdio M’Baraká em parceria com o CRAB, aborda a forma como cinco cidades interpretaram esta missão:  Tóquio 64, México 68, Munique 72, Los Angeles 84 e Barcelona 92 – cada uma delas, à sua maneira, marcou a comunicação dos jogos, deixando um legado para a história do design.

Com uma coleção de imagens clássicas e únicas, verdadeiras referências afetivas que remetem aos países e cidades sede dos Jogos no século 20, a exposição destaca momentos históricos, desafios e ápices das cinco edições escolhidas.

As peças são reproduções do acervo do designer suíço Markus Osterwalder, um dos maiores colecionadores de objetos olímpicos do mundo, dono de mais 12 mil peças relacionadas aos Jogos.

Em cada sala, instalações convidam o público a brincar, sentir, criar e interagir com objetos que remetem ao processo de criação de cada designer. E, permeado por pranchetas de desenho e diferentes ferramentas gráficas, um ambiente inspirado nos escritórios de design estará aberto ao público, que poderá apreciar projetos e rabiscar a sua própria ideia, numa experiência mais intimista e criativa.

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“Sempre quisemos realizar uma exposição sobre design e procuramos apresentá-lo como parte da cultura, sem deixar de lado a relação que estabelece com a história e sociedade de cada época. E reimaginar o processo criativo de cada diretor, além de contar com o apoio do Markus para criar e pensar toda a exposição, foi um exercício fantástico”.

Diogo Rezende sócio fundador do estúdio M’Baraká. 

Um dos destaques da exposição é a acessibilidade, atendendo a cadeirantes e deficientes visuais e auditivos. Com o apoio do consulado Americano e em parceria com a Sapoti Projetos, estão sendo criados áudio guias e objetos que se relacionam a curadoria e permitem uma experiência estética para além do texto e imagem, estimulando outros sentidos.

A exposição terá como local o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro – CRAB, um espaço voltado para o reposicionamento e a qualificação do artesanato brasileiro, recém-inaugurado na Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro e composto de três prédios históricos que foram recuperados.

Inovador e contemporâneo, dotado de estrutura moderna e sofisticada, o CRAB é também espaço de conexão e de diálogo com outros segmentos da economia criativa como o design, a música, o audiovisual e a cultura popular.

Um lugar para conhecer, se emocionar e consumir.

A exposição Design & Utopia dos Jogos é uma realização do estúdio M’Baraká, em parceria com o Sebrae Rio, com o apoio da Biblioteca Parque Estadual, do Consulado Americano e do Celebra programa Cultural Rio 2016. A curadoria ficou a cargo do coletivo formado por Diogo Rezende, Isabel Seixas, Pedro Leobons e Letícia Stallone, do estúdio M’Baraká

Sobre as edições retratadas na exposição Design & Utopia dos Jogos

Tóquio 64

O Japão foi designado para sediar os jogos de 1940, mas foi forçado a desistir da posição de sede por conta do estopim da Segunda Guerra Mundial. Por isso muita antecipação e novidade envolveu a XVIII edição dos Jogos Olímpicos realizados em Tóquio, cujo projeto gráfico mostrou um Japão moderno e revitalizado para o mundo ocidental.

buscando retratar a surpreendente recuperação japonesa menos de 20 anos depois da derrota na Guerra.

Além de receber o evento pela primeira vez em terras orientais, Tóquio foi a primeira cidade sede a ter os jogos televisionados internacionalmente. A identidade visual dos Jogos, criada por Yusaku Kamekura, retratou magistralmente toda a elegância, minimalismo e equilíbrio ligados à cultura japonesa com uma logomarca simples e expressiva.

México 68

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Marcado por intensos acontecimentos políticos e sociais, o ano de 1968 influenciou o mundo de forma decisiva e o México não fugiu deste contexto. O logotipo dos Jogos Olímpicos teve grande popularidade entre os mexicanos e o movimento estudantil que fervilhava à época utilizou a marca para desenhar diversos cartazes e símbolos de protesto.

O design do logotipo do México 68 apresenta um país moderno e fora de estereótipos, mas incorporando da cultura ancestral mexicana. Lance Wyman, jovem design vencedor do concurso, misturou uma clara referência da OP Arte aos grafismos dos povos originários da América Central, influenciando a formação do design no País a partir de então.

Munique 72

A principal estratégia da cidade foi mostrar uma Alemanha diferente daquela que sediou os Jogos em Berlim, sob o comando de Hitler, em 1936. Embora o evento tenha sido marcado por um atentado terrorista, a alegria das cores da Bavária e a precisão técnica e minuciosa do projeto desenvolvido pelo designer gráfico alemão Otto Aicher deixaram um importante legado para o design gráfico olímpico.

Autor de projetos mundialmente conhecidos, como o logotipo da companhia aérea Lufthansa, Otto e sua equipe criaram um sistema de pictogramas para os esportes que foi replicado em outras edições e virou referência internacional.

Los Angeles 84

Los Angeles recebeu os Jogos em duas ocasiões: 1932 e 1984. Nesta última, a cidade não teve concorrentes, foi candidata única em uma campanha completamente diferente da primeira edição. Com soluções de baixo custo e alto impacto, a designer Deborah Sussman quebrou regras e apresentou um projeto multicolorido e lúdico, inspirado na diversidade de cores dos países da Costa do Pacífico, fugindo dos estigmas nacionalistas.

Embora não tenha sido a autora da logomarca (criada por Robert M. Runyan), Sussman criou todos os ambientes dos Jogos e imprimiu sua identidade ao projeto. O design dos Jogos de 1984 retrata muito bem a época e a cidade, com sua excentricidade, informalidade e irreverência.

Barcelona 92

Famosa pelas grandes reformas urbanas que culminaram numa verdadeira transformação da cidade, Barcelona acolheu uma das edições mais populares dos Jogos. A hospitalidade mediterrânea deu um calor extra aos jogos, mas estratégias de marketing foram fundamentais para tornar os Jogos de Barcelona memoráveis. O simpático mascote Cobi, criado pelo renomado designer espanhol Javier Mariscal, foi recordista de vendas e a edição foi a primeira a ganhar um jogo oficial de videogame.

O designer Joseph Trias associou a identidade dos Jogos de Barcelona a grandes artistas da Catalunha: Picasso, Miró, Dali e Gaudi, evidenciando uma linguagem mais quente e humana, mais artística, criativa e pessoal. Inspirado num traço criado à mão, a logo de Trias faz clara alusão aos esportes e os movimentos dos atletas saltando, correndo, livres, em movimento.

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Serviço

Exposição Design & Utopia dos Jogos – Coleção Markus Osterwalder

Data: 09 de agosto e 08 de outubro de 2016

Local: Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB)

Endereço: Praça Tiradentes, Rio de Janeiro

Dias e horário de funcionamento: De terça a sábado, das 10 às 17 horas

Entrada gratuita

Livre para todos os públicos

Postado por: Marcelo Novaes

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CRAB – Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro

Categorias: Cultura

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                                   O ARTESANATO COMO EXPRESSÃO CRIATIVA BRASILEIRA

O CRAB – Centro Sebrae de Referência do Arteasanato Brasileiro – é uma plataforma mercadológica para o reposicionamento e a qualificação do artesanato brasileiro, transformando-o em objeto de desejo e consumo e, consequentemente, aumentando seu valor de mercado. Numa época de revalorização das raízes, este projeto do SEBRAE (órgão de apoio ao pequeno e micro empresário) vem empoderar o setor do artesanato como área da economia criativa com potencial para impactar a geração de renda, a memória cultural e o empreendedorismo.

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O projeto ocupa três prédios do século XVIII tombados pelo IPHAN que foram restaurados para sediar 7 salas de exposições, um café, um restaurante, mídiateca, auditório e salas para oficinas.

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Com intuito de promover a venda de produtos de artesanato diferenciado, assessoro a operação da loja conceito que apresenta ao visitante a chance de levar pra casa exemplares da exposição.

Neste trabalho de consultoria, atuo em frentes para consolidar a loja conceito como canal de comercialização:

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CURADORIA DE PRODUTOS  – uma equipe de curadores é responsável para escolher produtos de artesanato que não tem nada de diferente de produtos reconhecidamente de LUXO. Produtos com acabamento caprichado, mesmo guardando o aspecto manual e único, evocam sofisticação e excelência. Outro fator importante é evidenciar produtos com riqueza de histórias, inspirações, o processo de produção, as histórias dos artesãos produtores perpetuando a memória afetiva de um povo.

VISUAL MERCHANDISING – outra frente importante é garantir um visual merchandising dinâmico, que proponha a apresentação de produtos de artesanato como peças em uma galeria de arte. Outro ponto é propor instalações com produtos, incentivando a curiosidade e ajude o visitante a descobrir objetos que possam inspirar a criatividade.

CAPACITAÇÃO DE CONSULTORES DE VENDAS – para garantir o sucesso de uma loja conceito, fundamental é a formação de vendedores como consultores. Vendedores tiram pedidos, enquanto CONSULTORES ajudam visitantes a se transformar em compradores. Além de conhecer objetos, o visitante é convidado a descobrir experiências.

Origem Vegetal

A exposição ORIGEM VEGETAL  é o tema da primeira exposição e fica no CRAB até outubro. Com curadoria dos pesquisadores Adelia Borges e Jair de Souza, a exposição propoe um recorte de mais de 100 espécies de fibras brasileiras, mais de 800 produtos representando 60 cooperativas, 50 artesãos, 19 povos indígenas. Exposições temporárias ainda conferem dinamismo de programação ao CRAB.

Campana Retratos Iluminados

RETRATOS ILUMINADOS é a exposição dos renomados Irmãos Campana, que interessados em empoderar grupos de artesãos, trabalhou em parceria com o Instituto de Pesquisas e Tecnologia Inovadoras (IPTI), entidade que articula projetos com grupos de bordadeiras de Alagoas e Sergipe. Além das exposições e comercialização,  o CRAB abrangerá discussões, oficinas e diálogos com outros setores como moda, gastronomia, audio-visual, música…

Visite o CRAB e descubra o orgulho para a memória da cultura e o empreendedorismo da economia criativa brasileira.

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FUNCIONAMENTO TERÇA A SÁBADO (10H ÀS 17H)
TELEFONE +55 (21) 3380-1850
E-MAIL CRAB@RJ.SEBRAE.COM.BR
ENDEREÇO PRAÇA TIRADENTES, Nº 67 AO 71 – CENTRO,
RIO DE JANEIRO – RJ, 20060-070
TARIFAS ENTRADA GRATUITA

 

Postado por: Marcelo Novaes

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Joalheria em alta – Guide Joiailliers

Categorias: Design

Em 2014, parcerias colaborativas confirmam a consistência e a assinatura editorial do Life+Style para promover a sofisticação que transforma!  Destas, destaca-se a nova colaboração com o Guide Joailliers –  uma web magazine internacional com a missão de estabelecer a ligação de designers selecionados com audiência apaixonada pela história por trás de criações da joalheira mundial. Neste primeiro post colaborativo do Guide Joailliers | Life+Style, tenho o prazer de apresentar o dossiê de Kyra Brenzinger –  jornalista especializada em joalheira baseada em Paris, e que nos faz viajar pelas grandes exposições em arte joalheira neste início de ano.

Da exposição da maison Cartier no Grand Palais, `as peças excepcionais do criador JAR no Metropolitan de New York, passando pela exposição “Tesouros de Nápoles” no Museu Maillol em Paris, este post ilustra a retomada do gosto pela alta joalheira como um dos pilares do estilo que nunca sai de moda.

 

CARTIER, o estilo, a história

Graças `a cenografia excepcional com projeções nos muros do Salon d’Honneur, mais de 600 jóias traçaram a história da fabulosa maison Cartier.  

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Peças históricas como a safira de 478 quilates, montada no pendente para a Rainha Maria da Romênia em 1921 – uma esmeralda com a gravação “Berenice” com mais de 141 quilates – ou as coleções de 1919, todas surpreendem por sua escandalosa atualidade. Obras de arte a parte, a exposição contou com a curadoria da equipe do RMM (Reunião de Museus Nacionais) do Grand Palais seguindo uma narrativa de função aliada a estilo, desde a fundação da casa Cartier em 1847 por Louis-François Cartier até os ídos do anos 1970. Já na entrada, era possível descobrir a coleção de diademas que pertenceram a Maria Bonaparte em 1907, a Elisabeth rainha dos belgas de 1908, ou `a condessa Moy de 1909. Graças a estratégia da filial londrina, a Cartier conquistou os grandes Marajás. É impossível não admirar a cópia exata do colar do marajá de Patiala. Em 1925, o marajá trouxe até a maison  milhares de pedras para serem cravadas, dentre elas estava um raro diamante amarelo de 243 quilates, hoje rebatizado do “diamante De Beers”. Na mesma época, Jacques Cartier, neto do fundador, trouxe rubis, safiras e esmeraldas lapidadas da Índia e lançou a famosa coleção “Tutti-Frutti”, desde então um marco de estilo na joalheria. Estas pedras lapidadas em forma de folhas e flores, misturadas a diamantes, conquistou o gosto das mulheres mais elegantes da época como Daisy Fellowes, milionária herdeira da família Singer, inventora da máquina de costura.

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A exposição foi a oportunidade de testemunhar a evolução da industrialização nos países do ocidente através do perfil de personalidades como Marjorie Merriweather Post, herdeira de um grande império cerealista ou ainda Evalyn Walsh Maclean, herdeira de exploradores de minério, que foi a última mulher a carregar o célebre diamante azul, o Hope. Um conjunto de peças oficiais completa a exibição, como a tiara Halo usada pela Duquesa de Windsor em 1936 e por Catherine Middleton em seu casamento com príncipe William em 2011.

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Cerca de 20 de peças entre tiaras, colares e broches, homenageavam o gosto refinado de Grace de Monaco, o gosto anti-convencional de Wallis Simpson, a duquesa de Windsor. Mas são através das personalidades de estrelas fora do comum como Liz Taylor, Marlene Dietrich e atriz mexicana Maria Felix que as criações demonstram toda sua opulência: destacam-se o célebre colar de diamantes e rubis de Liz Taylor, ornado com a refinada pérola Pelegrina ou o colar de Maria Felix com dois imponentes crocodilos sobrepostos em diamantes amarelos e esmeraldas.

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A exposição termina com a homenagem de Cartier `a fauna animal, em especial a sua célebre pantera. O broche Pantera com um cabouchon de safira de mais de 152 quilates comissionado em 1949 pela duquesa de Windor a Jeanne Touissant, diretora da maison Cartier, tornou-se desde então a peça emblemática da maison.

Mais de 600 peças de alta joalheira, relógios e fabulosos objetos demonstram o poder e riqueza da maison Cartier  entre as grandes marcas do mundo.

Grand Palais – Salon d’Honneur, Paris - www.grandpalais.fr

 

Joias por JAR

É mais que natural que o MET (Metropolitan Museun of New York) preste homenagem ao joalheiro-criador JAR. Nascido em 1943 no Bronx, foram também os americanos que fizeram a sua fortuna, contando com prestigiosos clientes como Elizabeth Taylor, Gwyneth Paltrow, ou miliardários como Ellen Barkin ou Susan Gutfreund. Desconhecido do público francês, Joel Arthur Rosenthal (Jar) foi viver na França em 1966 e até hoje tem apenas uma única loja em Paris. Situada numa viela da Place Vendôme, a boutique misteriosamente não apresenta nenhuma criação na vitrine. Isso por si só atesta a grande especialidade de Jar em jogar com o marketing da raridade. Não divulga fotos em sua página web, declina pedidos de entrevistas como da Vanity fair, repele oportunidades de falar de suas exposições e até escolhe seus clientes. Portanto a exposição no MET é  uma oportunidade de conhecer o microcosmo da rara joalheira. JAR é  reconhecido por colegas por ousadias, como a mistura de ouro com titânico ou alumínio em suas criações.

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As jóias de JAR alcançam preços a “peso de ouro”, como as 18 peças arrematadas num leilão da Christie’s pelo valor de 20 milhões de dólares. O minimalismo da cenografia da exposição é pano de fundo perfeito para o constrate com o luxo e a riqueza das 400 peças em exibição. Dois temas são abordados na exposição: flores e borboletas se metamorfoseiam em broches e anéis monumentais. Entre outros, descobrimos obras em forma de tulipas num realismo excepcional em 3 dimensões.

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Seu sócio e companheiro, Pierre Jeannet explica que “Jar acompanha as peças em todos as etapas de fabricação. Se ela não lhe convêm, ele a destrói! “. Daí é compreensível a fila de espera de 24 meses para se ter uma joia de JAR… Seguindo a exposição de 2002 na Sommeret House de Londres, a exposição de JAR no Metropolitan de New York é sem dúvida uma magnífica homenagem ao criador de 71 ano de idade, graças aos empréstimos de peças de acervo cedidas por clientes riquíssimos no mundo inteiro. Para a ocasião da exposição, uma coleção única de brincos e relógios foi realizada na boutique do museu e que propoe também um livro a altura da reputação do criador, pela módica quantia de $ 1400 dólares!

 Metropolitan Museum,  New York  www.metmuseum.org

 

O Tesouro de NÁPOLES

A exposição no Museu Maillol apresentará a paritr de 19 de março as peças mais representativas do Tesouro de San Gennaro, fabricadas e acumuladas ao longo dos 7 últimos séculos: cálices, candelabros, cruzes e estátuas de santos são fruto do trabalho de mestres de uma arte em ourivesaria sem par. 

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San Gennaro, mártir morto pela perseguição `a Dioncletiano, é o grande santo patrono da cidade de Nápolis. Seu sangue, recolhidos em duas ampolas, se liquifazem três vezes ao ano, na mesma data por séculos – um fenômeno que mesmo a ciência de hoje ainda não consegue explicar. No dia 13 de janeiro de 1527 um acordo insólito foi estabelecido entre o próprio povo de Nápolis e o Santo, morto há mais de 1200 anos… Em troca de sua proteção da cidade contra a peste e a erupção do Vesúvio, os Napolitanos se comprometeram a reunir e proteger um tesouro em sua homenagem dentro de uma capela na catedral da cidade. Um tesouro que não pertence nem `a Igreja, nem ao Estado, mas ao povo da cidade, representa há mais de séculos uma antiga instituição laica que a conserva e o preserva um acervo em alta ourivesaria.

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” Esta coleção cultural e artística se inicia na verdade a parti de 1305, data na qual o rei Carlos II dedicou ao santo um relicário em ouro e pedras preciosas, legando até os nossos dias um tesouro de valor inestimável, composto por 21.610 peças de ourivesaria.” De acordo com especialistas, o conjunto de obras se equiparam, por sua raridade e riqueza, `as peças da coroa da Inglaterra e dos czares russos.” Não é por acaso portanto, que as peças do acervo foram criadas pelos mais renomados artistas daquele tempo, tendo sido oferecidas e comissionados não somente por reis,  rainhas, imperadores, papas  e homens ilustres, mas também pelo próprio povo.”

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Um verdadeiro trajeto histórico, esta exposição é um termômetro da evolução histórica das artes decorativas, da produção em ourivesaria e prataria no ocidente. Muito além de apreciar peças de valor inestimáveis, o público terá oportunidade de testemunhar a criação de grandes mestres da ourivesaria entre os séculos XIV e XX.

Museu Maillol, Paris - www.museemaillol.com

 

Dossiê por Kyra Brenzinger,  jornalista especializada em joalheira, co-criadora do Guide Joailliers. Em colaboração com o Life+Style, direto de Paris. 

Postado por: Marcelo Novaes